Figma diz que MCP não é um protocolo perfeito — e o que isso revela sobre a guerra dos agentes de IA
A cena dos agentes de IA está se definindo agora, nos bastidores, por protocolos que ninguém fora do setor conhece. O Model Context Protocol (MCP), criado pela Anthropic em 2024 e ampliado pela comunidade desde então, é o padrão que promete conectar inteligência artificial a qualquer fonte de dados — emails, bancos, ferramentas de projeto, pastas de arquivos — como se cada aplicativo fosse um bloco de montar para os agentes. No mundo da tecnologia, onde a interoperabilidade é a palavra de ordem, o MCP parecia ter vencido a guerra de padrões.
Mas Dylan Field, cofundador e CEO da Figma, está dizendo abertamente que não acredita nisso.
Na última semana, durante a primeira edição da conferência Config da Figma, realizada na Índia, a empresa anunciou 20 novos parceiros de MCP — incluindo ClickUp, Linear, Notion, Meta Muse e Mistral — mostrando que, na prática, a Figma está apostando no padrão. Nas entrelinhas, porém, Field não esconde sua crítica: "MCP não é um protocolo perfeito", afirmou ele em uma sessão de imprensa. "Acho que tem montes de espaço para melhorias. É mais vantajoso para os laboratórios de fronteira."
A declaração, aparentemente técnica, toca em algo que poucos comentaristas de IA conseguem articular: quem controla os protocolos de conexão entre agentes de IA e dados externos também controla o valor real da inteligência artificial. E até agora, o jogo está desenhado para beneficiar os que têm dados — Meta, Google, Anthropic — e não os que constroem ferramentas para manipular esses dados.
O que o MCP promete (e o que não entrega)
O MCP é, em sua essência, um protocolo de transporte. Ele padroniza a forma como um agente de IA — seja Claude, GPT, ou outro — acessa recursos externos. Pense nele como um protocolo de rede que permite a um modelo conversar com o mundo real. Em vez de um agente precisar de uma integração manual com cada ferramenta, o MCP define uma linguagem comum: "peça o arquivo", "leia a planilha", "consulte o banco de dados". A ferramenta responde na mesma linguagem.
A promessa é ambiciosa. Em 2025 e 2026, o número de implementações MCP explodiu. Ferramentas de automação, plataformas de dados, até mesmo sistemas legacy começaram a expor suas capacidades via MCP. A ideia é que, assim como o HTTP padronizou a comunicação entre navegadores e servidores, o MCP padronizaria a comunicação entre agentes de IA e os sistemas que eles precisam consultar.
Mas o problema é que o protocolo não foi construído para equilibrar o poder entre quem tem os dados e quem quer acessá-los. Na visão de Field, o MCP foi moldado pelas necessidades dos grandes laboratórios de IA — empresas que já possuem pilhas de dados massivas e que podem se dar ao luxo de construir agentes que consultam tudo o que quiserem.
"Quando você expõe mais dados através do MCP, maior é a chance de abuso", explicou Field. "A maioria dos usuários não pretende usar o MCP ou os dados da Figma de forma maliciosa. Mas ainda precisamos pensar nesses riscos potenciais."
A assimetria que ninguém quer nomear
O ponto mais interessante da crítica de Field veio em 30 de setembro, quando ele respondeu publicamente a um dos co-criadores do MCP que havia reclamado que a Figma não suportava a ferramenta Pi — um cliente MCP de código aberto. Field rebateu com uma pergunta que nunca foi respondida:
> "Acho interessante que a Anthropic (criadora do padrão MCP) não exponha artefatos/outras recursos em nuvem criados via MCP." — [@zoink, setembro de 2026]
A questão é simples e cortante. A Anthropic vendeu o MCP como um padrão aberto para democratizar o acesso aos dados. Mas, na prática, a própria Anthropic não expõe os arquivos, documentos e artefatos que seus usuários criam com Claude via MCP. Por que um padrão que se diz aberto seria aplicado a alguns, mas não ao seu próprio criador?
Field chamou isso de "assimetria de contexto": o protocolo permite que os laboratórios de fronteira consumam os dados de qualquer ferramenta, mas esses mesmos laboratórios não se obrigam a expor os seus próprios dados para serem consumidos por outras ferramentas.
É a mesma lógica que explica por que plataformas como YouTube e Google Docs são gratuitas: o produto não é o aplicativo, são os dados do usuário. Quando o MCP permite que Claude acesse a Figma, mas a Figma não pode acessar os artefatos do Claude, a relação não é simétrica. É uma via de mão única que favorece quem já tem escala.
Figma no meio do caminho
O que torna a situação da Figma particularmente interessante é que ela não está em uma posição de fraqueza — está em uma posição de poder.
A empresa foi adquirida pela Adobe por US$ 21 bilhões em 2025, mas mantém autonomia operacional e uma base de clientes que inclui Google, Lufthansa, Rocket Mortgage e centenas de milhares de equipes de design e engenharia. Em seu relatório do Q1 de 2026, a Figma reportou receita de US$ 333 milhões — crescimento de 46% em relação ao ano anterior — e taxa de retenção de 139%, o nível mais alto em mais de dois anos.
O Google, por exemplo, usa a Figma de ponta a ponta para projetar as experiências agênticas do Gemini para milhões de clientes empresariais. A Lufthansa usa o Figma Make para prototipar o Lido mPilot, um aplicativo de navegação para pilotos comerciais. A Rocket Mortgage construiu seu sistema de design diretamente no Figma Make como infraestrutura compartilhada para toda a organização.
Esses clientes não são pequenos. São operações globais que dependem da Figma para decisões críticas. E quando a Figma decide que vai expor dados de projetos de design para agentes externos, isso não é uma decisão de uma empresa fraca cedendo à pressão — é uma decisão de uma empresa que escolheu abrir as portas, mas nas próprias condições.
O que isso significa para os agentes de IA
A questão do MCP não é técnica. É política. Quem controla os fluxos de dados controla a inteligência artificial — e o MCP, tal como implementado, concentra esse controle nos mesmos laboratórios que já dominam o setor.
Quando Field afirma que o MCP é "mais vantajoso para os laboratórios de fronteira", ele está descrevendo uma realidade que os defensores do padrão evitam mencionar: o protocolo foi desenhado por pessoas que trabalham nos maiores laboratórios do mundo. Eles sabem como funciona o sistema de dentro para fora, e o protocolo reflete essa perspectiva.
O risco não é que o MCP seja "fechado" em um sentido binário. O risco é que ele seja aberto de forma assimétrica — aberto para os dados dos outros, mas fechado para os seus próprios.
Para os desenvolvedores de agentes de IA, isso significa que o protocolo pode funcionar hoje, mas que as regras do jogo podem mudar quando os usuários — e as empresas que dependem deles — exigirem mais controle. A Figma já está navegando essa complexidade: expandindo o suporte ao MCP enquanto mantém barreiras de segurança, testando os limites de um protocolo que ninguém fully entende.
A pergunta que fica: se o MCP se tornar o padrão dominante para conectar agentes de IA a dados, e os laboratórios de fronteira continuarem a não expor seus próprios recursos via o mesmo protocolo, estamos construindo uma internet de agentes ou uma fábrica de dados?
---
En
Figma Says MCP Isn't a Perfect Protocol — What This Reveals About the AI Agent Wars
The AI agent landscape is being defined right now in the background by protocols nobody outside the industry knows. The Model Context Protocol (MCP), created by Anthropic in 2024 and expanded by the community since then, is the standard that promises to connect artificial intelligence to any data source — emails, databases, project tools, file folders — as if every application were a building block for agents. In the tech world, where interoperability is the catchphrase, MCP seemed to have won the standards war.
But Dylan Field, co-founder and CEO of Figma, is saying outright that he doesn't believe that.
Last week, during Figma's first Config conference, held in India, the company announced 20 new MCP partners — including ClickUp, Linear, Notion, Meta Muse, and Mistral — showing that in practice, Figma is betting on the standard. But in the margins, Field doesn't hide his criticism: "MCP is not a perfect protocol," he said during a media briefing. "I think there's tons of room for improvement. It's more advantageous to frontier labs."
The seemingly technical statement touches on something that very few AI commentators can articulate: whoever controls the protocols for connecting AI agents to external data also controls the real value of artificial intelligence. And so far, the game is designed to benefit those who have the data — Meta, Google, Anthropic — not those who build tools to manipulate that data.
What MCP promises (and what it doesn't deliver)
MCP is, at its core, a transport protocol. It standardizes how an AI agent — whether Claude, GPT, or something else — accesses external resources. Think of it as a networking protocol that allows a model to talk to the real world. Instead of an agent needing a custom integration with every tool, MCP defines a common language: "fetch the file," "read the spreadsheet," "query the database." The tool responds in the same language.
The promise is ambitious. In 2025 and 2026, the number of MCP implementations exploded. Automation tools, data platforms, even legacy systems began exposing their capabilities via MCP. The idea is that just as HTTP standardized communication between browsers and servers, MCP would standardize communication between AI agents and the systems they need to query.
But the problem is that the protocol was not built to balance the power between those who have the data and those who want access to it. In Field's view, MCP was shaped by the needs of the big AI labs — companies that already possess massive data stacks and can afford to build agents that query anything they want.
"When you expose more data through MCP, the chance of abuse goes up," Field explained. "Most users don't intend to use MCP or Figma data maliciously. But we still have to think about those potential risks."
The asymmetry nobody wants to name
The most interesting point of Field's critique came on September 30, when he publicly responded to one of MCP's co-creators who had complained that Figma didn't support Pi, an open-source MCP client. Field countered with a question that has never been answered:
> "I find it interesting that Anthropic (creators of MCP standard) do not expose artifacts/other cloud resources created via MCP." — [@zoink, September 2026]
The question is simple and cutting. Anthropic sold MCP as an open standard to democratize access to data. But in practice, Anthropic itself does not expose the files, documents, and artifacts that its users create with Claude via MCP. Why would a standard that claims to be open be applied to some, but not to its own creator?
Field called this "context asymmetry": the protocol allows frontier labs to consume data from any tool, but those same labs are not obligated to expose their own data to be consumed by other tools.
It's the same logic that explains why platforms like YouTube and Google Docs are free: the product is not the application, it's the user's data. When MCP allows Claude to access Figma, but Figma cannot access Claude's artifacts, the relationship is not symmetric. It's a one-way street that favors those who already have scale.
Figma in the middle
What makes Figma's situation particularly interesting is that it is not in a position of weakness — it is in a position of power.
The company was acquired by Adobe for $21 billion in 2025, but retains operational autonomy and a client base that includes Google, Lufthansa, Rocket Mortgage, and hundreds of thousands of design and engineering teams. In its Q1 2026 report, Figma reported revenue of $333 million — a 46% year-over-year increase — and a 139% net retention rate, the highest level in over two years.
Google, for example, uses Figma end to end to design Gemini's agentic experiences for millions of enterprise customers. Lufthansa uses Figma Make to prototype Lido mPilot, a commercial pilot navigation app. Rocket Mortgage built its design system directly into Figma Make as shared infrastructure for the entire organization.
These are not small customers. They are global operations that depend on Figma for critical decisions. And when Figma decides to expose design project data for external agents, this is not a weak company yielding to pressure — it's a company choosing to open its doors, but on its own terms.
What this means for AI agents
The MCP issue is not technical. It is political. Whoever controls data flows controls artificial intelligence — and MCP, as implemented, concentrates that control in the same labs that already dominate the sector.
When Field says that MCP is "more advantageous to frontier labs," he is describing a reality that the standard's advocates avoid mentioning: the protocol was designed by people who work at the largest labs in the world. They know how the system works from the inside out, and the protocol reflects that perspective.
The risk is not that MCP is "closed" in a binary sense. The risk is that it is asymmetrically open — open to others' data, but closed to its own.
For AI agent developers, this means the protocol may work today, but the rules of the game could change when users — and the companies that depend on them — demand more control. Figma is already navigating that complexity: expanding MCP support while maintaining security barriers, testing the limits of a protocol that no one fully understands.
If MCP becomes the dominant standard for connecting AI agents to data, and frontier labs continue to refuse to expose their own resources via the same protocol, what are we building — an agent internet or a data factory?
---
Es
Figma dice que MCP no es un protocolo perfecto — y lo que esto revela sobre las guerras de agentes de IA
El panorama de los agentes de IA se está definiendo ahora mismo en los bastidores por protocolos que nadie fuera del sector conoce. El Model Context Protocol (MCP), creado por Anthropic en 2024 y ampliado por la comunidad desde entonces, es el estándar que promete conectar la inteligencia artificial a cualquier fuente de datos — correos electrónicos, bases de datos, herramientas de proyecto, carpetas de archivos — como si cada aplicación fuera un bloque de construir para los agentes. En el mundo de la tecnología, donde la interoperabilidad es la palabra de orden, el MCP parecía haber ganado la guerra de estándares.
Pero Dylan Field, cofundador y CEO de Figma, está diciendo abiertamente que no cree eso.
La semana pasada, durante la primera edición de la conferencia Config de Figma, celebrada en la India, la empresa anunció 20 nuevos socios de MCP — incluyendo ClickUp, Linear, Notion, Meta Muse y Mistral — mostrando que, en la práctica, Figma está apostando por el estándar. Pero en los márgenes, Field no oculta su crítica: "MCP no es un protocolo perfecto", afirmó durante una sesión de prensa. "Creo que tiene mucho margen de mejora. Es más ventajoso para los laboratorios de vanguardia."
La declaración, aparentemente técnica, toca algo que muy pocos comentaristas de IA pueden articular: quien controla los protocolos de conexión entre agentes de IA y datos externos también controla el valor real de la inteligencia artificial. Y hasta ahora, el juego está diseñado para beneficiar a los que tienen los datos — Meta, Google, Anthropic — no a los que construyen herramientas para manipular esos datos.
Qué promete el MCP (y lo que no entrega)
El MCP es, en su esencia, un protocolo de transporte. Estandariza la forma en que un agente de IA — ya sea Claude, GPT, u otro — accede a recursos externos. Piense en él como un protocolo de red que permite a un modelo conversar con el mundo real. En lugar de que un agente necesite una integración personalizada con cada herramienta, el MCP define un lenguaje común: "trae el archivo", "lee la hoja de cálculo", "consulta la base de datos". La herramienta responde en el mismo lenguaje.
La promesa es ambiciosa. En 2025 y 2026, el número de implementaciones de MCP se multiplicó. Herramientas de automatización, plataformas de datos, incluso sistemas heredados comenzaron a exponer sus capacidades vía MCP. La idea es que, así como el HTTP estandarizó la comunicación entre navegadores y servidores, el MCP estandarizaría la comunicación entre agentes de IA y los sistemas que necesitan consultar.
Pero el problema es que el protocolo no fue construido para equilibrar el poder entre los que tienen los datos y los que quieren acceder a ellos. En la visión de Field, el MCP fue moldeado por las necesidades de los grandes laboratorios de IA — empresas que ya poseen pilas de datos masivas y que pueden permitirse construir agentes que consulten todo lo que quieran.
"Cuando expones más datos a través del MCP, mayor es la probabilidad de abuso", explicó Field. "La mayoría de los usuarios no pretende usar el MCP o los datos de Figma de forma maliciosa. Pero aún necesitamos pensar en esos riesgos potenciales."
La asimetría que nadie quiere nombrar
El punto más interesante de la crítica de Field llegó el 30 de septiembre, cuando respondió públicamente a uno de los co-creadores del MCP que se había quejado de que Figma no soportaba Pi, un cliente MCP de código abierto. Field rebateó con una pregunta que nunca fue respondida:
> "Me resulta interesante que Anthropic (creadora del estándar MCP) no exponga artefactos/otros recursos en la nube creados vía MCP." — [@zoink, septiembre de 2026]
La pregunta es simple y contundente. Anthropic vendió el MCP como un estándar abierto para democratizar el acceso a los datos. Pero, en la práctica, la propia Anthropic no expone los archivos, documentos y artefactos que sus usuarios crean con Claude vía MCP. ¿Por qué un estándar que se dice abierto sería aplicado a algunos, pero no a su propio creador?
Field llamó a esto "asimetría de contexto": el protocolo permite que los laboratorios de vanguardia consuman datos de cualquier herramienta, pero esos mismos laboratorios no están obligados a exponer sus propios datos para ser consumidos por otras herramientas.
Es la misma lógica que explica por qué plataformas como YouTube y Google Docs son gratuitas: el producto no es la aplicación, son los datos del usuario. Cuando el MCP permite que Claude acceda a Figma, pero Figma no puede acceder a los artefactos de Claude, la relación no es simétrica. Es una vía de mano única que favorece a los que ya tienen escala.
Figma en el medio
Lo que hace particularmente interesante la situación de Figma es que no está en una posición de debilidad — está en una posición de poder.
La empresa fue adquirida por Adobe por 21 mil millones de dólares en 2025, pero mantiene autonomía operacional y una base de clientes que incluye Google, Lufthansa, Rocket Mortgage y cientos de miles de equipos de diseño e ingeniería. En su informe del Q1 de 2026, Figma reportó ingresos de 333 millones de dólares — un crecimiento del 46% interanual — y una tasa de retención del 139%, el nivel más alto en más de dos años.
Google, por ejemplo, usa Figma de extremo a extremo para diseñar las experiencias agenticas de Gemini para millones de clientes empresariales. Lufthansa usa Figma Make para prototipar Lido mPilot, una aplicación de navegación para pilotos comerciales. Rocket Mortgage construyó su sistema de diseño directamente en Figma Make como infraestructura compartida para toda la organización.
Estos no son clientes pequeños. Son operaciones globales que dependen de Figma para decisiones críticas. Y cuando Figma decide exponer datos de proyectos de diseño para agentes externos, esto no es una decisión de una empresa débil cediendo a la presión — es una decisión de una empresa que eligió abrir las puertas, pero en sus propios términos.
Qué significa esto para los agentes de IA
La cuestión del MCP no es técnica. Es política. Quién controla los flujos de datos controla la inteligencia artificial — y el MCP, tal como implementado, concentra ese control en los mismos laboratorios que ya dominan el sector.
Cuando Field afirma que el MCP es "más ventajoso para los laboratorios de vanguardia", está describiendo una realidad que los defensores del estándar evitan mencionar: el protocolo fue diseñado por personas que trabajan en los mayores laboratorios del mundo. Ellos saben cómo funciona el sistema desde dentro hacia fuera, y el protocolo refleja esa perspectiva.
El riesgo no es que el MCP sea "cerrado" en un sentido binario. El riesgo es que sea asimétricamente abierto — abierto para los datos de otros, pero cerrado para los suyos.
Para los desarrolladores de agentes de IA, esto significa que el protocolo puede funcionar hoy, pero las reglas del juego podrían cambiar cuando los usuarios — y las empresas que dependen de ellos — exijan más control. Figma ya está navegando esa complejidad: expandiendo el soporte al MCP mientras mantiene barreras de seguridad, probando los límites de un protocolo que nadie entiende completamente.
Si el MCP se convierte en el estándar dominante para conectar agentes de IA a datos, y los laboratorios de vanguardia continúan negándose a exponer sus propios recursos vía el mismo protocolo, ¿qué estamos construyendo — un internet de agentes o una fábrica de datos?
Fontes: TechCrunch, Figma Blog, Figma Q1 2026 Earnings
✓ Fontes independentes cruzadas e verificadas antes da publicação