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reMarkable Paper Pure: tão bom que a crítica foi escrita nele

O fato

A reMarkable lançou hoje o Paper Pure, um tablet de tinta eletrônica monocromática de 10,3 polegadas focado em escrita sem distrações. O preço base é de US$ 399 (já com caneta). O dispositivo é o sucessor direto do reMarkable 2, lançado há seis anos, e substitui a abordagem colorida do Paper Pro por uma experiência minimalista de papel digital.

Contexto

A reMarkable construiu um nicho sólido desde 2017 com tablets que imitam a sensação de escrever no papel. O reMarkable 2 foi um sucesso de crítica, e o Paper Pro (2024) trouxe cor e iluminação. Em 2025, a empresa lançou o Paper Pro Move (versão compacta de 7,3 polegadas). Com o Paper Pure, a reMarkable volta às raízes: tela P&B, nada de notificações, zero multitarefa. A empresa vendeu 791 mil dispositivos em 2024 e tem mais de 500 funcionários.

Análise

O Paper Pure acerta ao focar no essencial. Com a resolução ajustada para um formato panorâmico que acomoda mais texto por linha, a experiência de escrita é mais fluida que no reMarkable 2. O suporte a calendário é uma adição útil: você acessa os compromissos do dia e já inicia anotações dentro do bloco da reunião. A conversão de manuscrito para texto funcionou bem nos testes, e o novo app web facilita o acesso às notas fora do tablet. A integração com Drive, Dropbox e OneDrive resolve um dos maiores gargalos das gerações anteriores: o isolamento de dados. Mas o Paper Pure ainda sofre com PDFs — as bordas foram cortadas em documentos de teste — e a leitura de ePUBs está longe de um Kindle. A ausência de notificações é proposital, mas a falta de busca avançada entre notas ou integração com ferramentas de IA pós-exportação é uma omissão que incomoda. A US$ 399, é um dispositivo caro para um público específico.

O que observar

O Paper Pure prova que existe mercado para dispositivos intencionalmente limitados. O desafio da reMarkable será (1) melhorar o manuseio de PDFs, (2) expandir as integrações com ferramentas de produtividade além do armazenamento em nuvem e (3) decidir se quer ou não abrir a plataforma para IA. Se a empresa conseguir equilibrar pureza funcional com conectividade inteligente, o Paper Pure pode ser o caderno digital definitivo.

Fonte: TechCrunch