O fato: A SpaceX abortou o lançamento do Starship Flight 13 — o segundo voo da variante V3 do megafoguete — segundos após a ignição dos motores Raptor na base de Starbase, Texas, na tarde de 16 de julho de 2026. A contagem regressiva chegou a zero e os motores começaram a acender, mas o sistema de aborto automático foi acionado quando sensores detectaram anomalias na partida. Dois motores foram substituídos após a inspeção.
Contexto: Este era o primeiro lançamento do Starship desde o IPO bilionário da SpaceX em maio. A variante V3 representa uma atualização significativa em relação às anteriores, com maior empuxo e capacidade de carga. O voo anterior do V3, em maio, também foi abortado, sendo enquadrado pela empresa como um "ensaio geral molhado". A SpaceX vinha de uma sequência de sucessos com os voos do Starship V2.
Análise: Abortar após a ignição, e não antes, sugere um problema mais sério do que uma simples leitura fora do padrão. Os motores Raptor são notoriamente complexos — a SpaceX queimou diversos protótipos ao longo dos anos. O fato de o sistema de aborto ter sido acionado automaticamente indica que a margem de segurança foi respeitada, o que é saudável para um programa que ainda está em fase de testes. No entanto, para um foguete que já passou por dezenas de testes em bancada, uma falha na ignição de múltiplos motores levanta questões sobre a maturidade da variante V3.
O que observar: Elon Musk afirmou que uma nova tentativa deve ocorrer na próxima semana. O mercado reagiu com queda nas ações da SpaceX, mas o impacto foi moderado. O crucial será a capacidade da engenharia de identificar a causa raiz em vez de apenas substituir componentes. Se o problema for no sistema de propulsão como um todo, o cronograma do Starship — incluindo as missões Artemis e os planos de voos tripulados — pode sofrer atrasos significativos.
Fonte: Ars Technica