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Nvidia revela participação de US$ 21 bilhões na SpaceX e aprofunda aliança em IA

A Nvidia entregou uma bomba em seu mais recente registro perante a SEC: a empresa de semicondutores detém aproximadamente 122,8 milhões de ações da SpaceX, classe A, avaliadas em cerca de US$ 21 bilhões na data-base de 30 de junho de 2026. A revelação veio apenas semanas depois que a SpaceX concluiu seu tão aguardado IPO na Nasdaq, vendendo 555,6 milhões de ações a US$ 135 cada e captando cerca de US$ 75 bilhões — uma valoração de US$ 1,77 trilhão que consagrou o lançamento como um dos maiores da história.

O que torna essa participação tão significativa não é apenas o número — embora US$ 21 bilhões coloquem a Nvidia como sexto maior investidor acionista da SpaceX, atrás de Elon Musk, Alphabet e outros — mas a origem inesperada desse posicionamento. A Nvidia não comprou as ações da SpaceX no mercado aberto. A posição remonta a janeiro, quando a empresa injetou US$ 10 bilhões na rodada de financiamento Série E da xAI, o laboratório de inteligência artificial fundado por Musk. O investimento incluía tanto ações quanto dívida através de um vehicle especial projetado para adquirir os processadores massivos que a xAI precisava para seus projetos de computação.

Tudo mudou em fevereiro, quando a SpaceX adquiriu a xAI em um acordo all-stock avaliado em US$ 1,25 trilhão, fundindo a startup de IA ao negócio de foguetes e satélites. Cada ação da xAI foi convertida em ações da SpaceX, e a participação da Nvidia veio junto — terminando em aproximadamente 122,8 milhões de papéis. Quando a SpaceX completou seu IPO em junho, esses papéis repentinamente receberam um preço público. Ao fechamento de 30 de junho, a US$ 170,86 por ação, a participação valia US$ 21 bilhões. Irônicamente, um investimento em chips se transformou automaticamente em um investimento em foguetes.

A relação entre as empresas vai muito além de uma simples transação financeira. A SpaceX tem construído agressivamente infraestrutura de IA, operando clusters massivos de GPU que funcionam quase inteiramente com hardware da Nvidia. Essa relação ficou ainda mais evidente após a aquisição da xAI pela SpaceX, que trouxe capacidade computacional adicional sob o guarda-chuva da empresa de Musk. Durante uma chamada de resultados logo após o IPO, Musk afirmou que a SpaceX construiria seus serviços de IA exclusivamente com sistemas da Nvidia, citando a arquitetura Vera Rubin como tendo "a melhor arquitetura" para treinamento e inferência, com uma "alocação significativa" de GPUs Vera Rubin esperada para o próximo ano.

O que poucos analistas têm destacado é a escala desses contratos. A SpaceX assinou acordos de leasing de computação com grandes laboratórios de IA que dependem de seus clusters alimentados por Nvidia. Um acordo com a Anthropic é avaliado em US$ 1,25 bilhão por mês. Outro acordo com o Google envolve 110.000 GPUs a uma taxa de US$ 920 milhões mensais. Isso representa uma receita recorrente gigantesca ligada diretamente à infraestrutura da SpaceX — e indiretamente, à Nvidia.

O investimento circular merece escrutínio. A Nvidia financia o cliente, o cliente se compromete a comprar chips da Nvidia, e o stake de equity da Nvidia sobe em valor se o cliente tem sucesso. Mas a Nvidia não é a única — o Alphabet mantém uma posição maior na SpaceX, reportada em torno de US$ 70 bilhões. A diferença é que a Nvidia é a única das grandes acionistas que também vende os chips para a SpaceX. É uma posição híbrida: investora e fornecedora simultaneamente.

A Nvidia não parou por aí. O mesmo registro revelou uma posição em Intel avaliada em aproximadamente US$ 30 bilhões — um salto monumental a partir dos US$ 9,5 bilhões de três meses antes. O investimento em Intel data de 2025, quando a Nvidia concordou em investir US$ 5 bilhões na fabricante e anunciou que desenvolveria conjuntamente chips para computadores pessoais e data centers. Combinados, os positions em SpaceX e Intel representam mais de US$ 50 bilhões em investimentos em ações, quase 80% da carteira publicamente revelada da Nvidia — um nível de concentração que a maioria dos gestores de fundos jamais toleraria.

A volatilidade já está se mostrando implacável. As ações da SpaceX fecharam em US$ 140 na sexta-feira seguinte ao relatório — abaixo da marca de junho de US$ 170,86 — reduzindo a posição para cerca de US$ 17,2 bilhões. Em oito semanas, o valor oscilou mais de US$ 4 bilhões. Mas para investidores de longo prazo, essa participação funciona como um bilhete de loteria que acompanha o negócio principal de chips. Não é a razão para comprar a ação da Nvidia, mas é um bônus inesperado de uma estratégia que conectou os dois gigantes de formas que poucos previram.

Fontes: CryptoBriefing, Fortune, 24/7 Wall St.

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