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Apple atualiza iMac e MacBook Pro com chip M6: IA no núcleo, preço longe do bolso

A Apple apresentou nesta segunda-feira (27) duas atualizações para sua linha Mac, ambas alimentadas pelo chip M6: o iMac de 24 polegadas e o MacBook Pro de 14 polegadas de entrada. Os produtos chegam uma semana antes do evento "Pro and Tell" agendado para quarta-feira (28), onde a empresa deve revelar o que muitos analistas consideram o Mac mais aguardado da década: o primeiro MacBook Pro com tela OLED e toque.

O chip M6, que fez sua estréia no Mac mini e no Mac Studio em setembro, agora expande-se para os modelos mais acessíveis da linha. A Apple afirma que o M6 oferece o núcleo de CPU mais rápido do mundo, com um processador de até 12 núcleos e uma GPU de até 12 núcleos — dois núcleos a mais em cada do que o M4 do iMac anterior. O resultado, segundo a empresa, é uma melhoria de até 30% no desempenho gráfico e de até 25% em cargas de trabalho de IA em relação ao M5 do MacBook Pro anterior.

Mas o verdadeiro salto do M6 não está nos núcleos brutos. Está nos aceleradores neurais. Pela primeira vez, cada núcleo da GPU inclui um acelerador neural dedicado, trabalhando em conjunto com o Neural Engine de 16 núcleos (na verdade, um Neural Engine de dupla configuração com 16 núcleos por engine) para priorizar tarefas de IA local. Isso se traduz em ditado em tempo real mais fluido, ferramentas de edição de foto aprimoradas e velocidade de processamento de prompts LLM até 13 vezes maior do que a do MacBook Pro com M1 — o primeiro Mac com chip Apple Silicon lançado em 2020.

Para o iMac, o salto é ainda mais dramático. A Apple afirma que o modelo com M6 é até cinco vezes mais rápido para IA on-device do que o iMac com M4 de 2024, e até 18 vezes mais rápido do que o iMac com Intel mais popular. Para quem ainda usa um Mac Intel de 2020 (o M1 foi lançado em novembro de 2020), o salto é de 2,5 vezes em performance de planilhas e 12 vezes em IA local. A Apple está mirando explicitamente os usuários de hardware legado.

O preço, no entanto, não segue a mesma linha. O MacBook Pro M6 começa em US$ 1.999 — exatamente o mesmo preço de lançamento do modelo anterior, o que significa que, ajustado pela inflação, o produto é, na verdade, mais caro em termos reais. O iMac mantém os US$ 1.499 do modelo M4, mas a versão com 12 núcleos do M6 sobe para US$ 1.699, o que continua sendo um valor expressivo para um desktop all-in-one.

O que os US$ 1.999 compram é uma tela Liquid Retina XDR de 14,2 polegadas com taxa de atualização de 120Hz, até 24 horas de bateria (a Apple afirma ser a maior já vista em um Mac), HDMI, MagSafe 3, três portas Thunderbolt 4, slot SDXC e uma câmera de 12 megapixels. A memória unificada começa em 16 GB, configurável até 32 GB, com largura de banda de até 170 GB/s — um aumento modesto em relação aos 153 GB/s do M5.

A conectividade merece nota de aprovação. Ambos os produtos suportam Wi-Fi 7 e Bluetooth 6, o que representa um salto generacional em largura de banda e latência. A versão de 12 núcleos do iMac adiciona ainda Ethernet de 2,5 Gbps e suporte para dois monitores externos de 6K.

O macOS 27 acompanha os hardwares com a nova Siri AI para Mac, que chegou primeiro ao iPhone com o iOS 27.2 em outubro. A assistenta roda localmente, suporta seis idiomas e tem limites diários de uso — o que sugere que a Apple planeja cobrar por acesso adicional no futuro. Siri, nessa fase beta, pode responder perguntas, buscar em mensagens, e-mails e fotos, e executar ações entre aplicativos.

A estratégia de lançamento escalonada da Apple é clara. Com o iPad mini OLED anunciado na segunda-feira (26), o iMac e o MacBook Pro M6 na terça-feira (27), e o MacBook Pro com OLED e toque na quarta-feira (28), a empresa está esticando o hype por uma semana inteira, mantendo cada produto em destaque por 24 horas. É uma tática de marketing bem-orquestrada, mas também revela algo sobre a velocidade de inovação da Apple: o M6 é um update incremental, não uma revolução. Ele consolida a arquitetura Silicon que a Apple começou a construir em 2020 e agora estende por toda a linha Mac — exceto os modelos Pro de alta performance, que devem aguardar o M6 Pro ou M6 Max.

O que fica é a questão: quando a Apple vai fazer um Mac que não custe o salário de um funcionário júnior? Com o M6, a IA local finalmente deixa de ser um gimmick para se tornar o cerne da experiência. Mas o preço continua sendo a barreira mais difícil de superar — mesmo para quem pode pagar, a pergunta que fica é se a experiência M6 justifica o upgrade quando o M5, lançado há menos de um ano, ainda roda tudo que você precisa sem suor.

Fontes: TechCrunch, The Next Web, Engadget

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