A Apple oficializou nesta terça-feira, 28 de julho de 2026, o lançamento do Apple Upgrade, seu novo programa de leasing de dispositivos em parceria com a fintech sueca Klarna. O serviço substitui o antigo iPhone Upgrade Program e expande significativamente o modelo de assinatura para incluir não apenas iPhones, mas também Macs, iPads e Apple Watches, representando uma das maiores mudanças na estratégia de comercialização de hardware da empresa desde o lançamento da Apple Card.
O Apple Upgrade permite que clientes elegíveis nos Estados Unidos aluguem dispositivos com pagamentos mensais que variam conforme o produto escolhido. Os preços iniciais começam em US$ 17,99 por mês para o iPhone 17, US$ 11,99 por mês para o Apple Watch Series 11, US$ 11,99 por mês para o iPad e US$ 24,99 por mês para o MacBook Air. O programa oferece duas modalidades de contrato: 12 meses com opção de upgrade anual ou 24 meses com parcelas mais baixas. Ao final do período de locação, o cliente pode devolver o dispositivo e atualizar para um modelo mais novo, ficando com o aparelho mais antigo ou simplesmente encerrar o contrato.
A parceria com a Klarna é um elemento central da estratégia. A fintech sueca, conhecida mundialmente por seus serviços de compra agora e pague depois (BNPL), atua como parceira financeira exclusiva do programa, gerenciando os pagamentos e o risco de crédito. Para a Klarna, a parceria representa sua maior incursão no mercado de leasing de dispositivos de alto valor, consolidando sua posição como uma das principais plataformas financeiras da Europa. Para a Apple, a colaboração permite terceirizar a complexidade financeira enquanto mantém o foco na experiência do cliente.
O lançamento do Apple Upgrade ocorre em um momento especialmente significativo para a empresa. Apenas um dia antes, na segunda-feira, 27 de julho, as ações da Apple subiram 1,8% atingindo US$ 342,89 durante as negociações intraday, elevando sua capitalização de mercado para brevemente ultrapassar US$ 5 trilhões. Com isso, a Apple se tornou apenas a segunda empresa de capital aberto na história a atingir esse marco, depois da Nvidia, que alcançou o mesmo patamar em outubro de 2025. A Apple havia superado a Nvidia como a empresa mais valiosa do mundo um dia antes, recuperando a posição que perdeu para a fabricante de chips em junho de 2025.
O marco de US$ 5 trilhões reflete a impressionante recuperação e crescimento da Apple em 2026. As ações da empresa subiram aproximadamente 16% no acumulado do ano, impulsionadas por vários fatores, incluindo o lançamento bem-sucedido da linha iPhone 17, a expansão dos serviços financeiros com o Apple Upgrade, o crescimento contínuo do segmento de serviços (App Store, Apple Music, iCloud, Apple TV+) e otimismo dos investidores em relação à inteligência artificial e aos novos produtos no pipeline da empresa.
O 9to5Mac destacou que o Apple Upgrade "representa uma mudança fundamental na forma como a Apple pensa sobre a propriedade de dispositivos", enquanto o Engadget observou que o programa "pode acelerar significativamente o ciclo de atualização de hardware da Apple". O Olhar Digital, principal fonte brasileira sobre o assunto, enfatizou que a iniciativa "democratiza o acesso aos produtos Apple ao transformar um custo único elevado em parcelas mensais acessíveis".
Analistas de Wall Street receberam o lançamento com otimismo. O Apple Upgrade é visto como uma ferramenta poderosa para aumentar a fidelidade do cliente e criar um fluxo de receita recorrente mais previsível. Embora o programa esteja inicialmente disponível apenas nos Estados Unidos, a Apple já sinalizou planos de expansão internacional, com a Europa e a Ásia sendo os mercados mais prováveis para a próxima fase. O sucesso do programa pode transformar radicalmente o modelo de negócios da Apple, aproximando-a cada vez mais de um ecossistema baseado em assinaturas — uma estratégia que a empresa vem perseguindo agressivamente sob a liderança de Tim Cook.
Fontes: 9to5Mac, Engadget, Olhar Digital